3 passos para ter uma instituição de ensino orientada a dados

18 de junho de 2020

Postado por Microsoft Educação em Blog Parceiros, Tecnologia da Educação

dois professores olhando para um notebook

*Por Ivan Pontelo, professor e especialista em tecnologia do Instituto Crescer, e Patrick Bonnereau, professor no Colégio Santo Agostinho.

Como tomar decisões mais justas em uma instituição de ensino orientada a dados? Com tantos estudantes para acompanhar no dia a dia escolar, o uso de dados pode tornar as decisões mais assertivas, bem documentadas e menos desgastantes para os educadores.

Mesmo que a educação seja sempre um processo complexo e que envolva muita subjetividade, precisamos procurar indicadores que confirmem nossas hipóteses e que documentem nossas decisões. Além da segurança na tomada de decisão, o professor ainda pode automatizar boa parte dos processos que tomam muito tempo e que nem sempre agregam valor ao trabalho escolar.

Separamos três etapas importantes que precisam ser levadas em conta para que as instituições de ensino entrem de vez para essa tendência que veio para ficar.

1. Captura de dados: onde eles estão?

Para começar, precisamos enxergar onde os dados estão. As notas de prova são importantes, mas há muito mais coisa em jogo na escola. Experimente criar questionários no Forms para que os alunos respondam no fim da etapa. A gente se surpreende quando descobre as preferências de ritmo e formas de estudo, por exemplo. Ao menos uma vez por semana, faça um simulado online e tabule os dados.

Descobertas importantes podem ser feitas quando analisamos alternativas erradas muito atrativas ou questões com grande número de acerto. Clique aqui e veja alguns exemplos de perguntas que podem trazer grandes surpresas na avaliação do processo que está conduzindo na escola.

2. Fonte única de verdade

Depois de capturar todos os dados que achar relevante, é hora de armazenar em um lugar que será a “fonte única de verdade”. Podemos ter várias cópias dos arquivos e das planilhas, mas precisamos nos certificar de que só há um local oficial para o dado ser lido e gravado. O Teams é uma ótima ferramenta para isso, pois é onde todos podem ler e escrever os dados sem que nada se perca em múltiplas versões salvas em diversos computadores ou “armazenadas” na caixa de e-mail. Quanto mais educadores alimentando a mesma base de dados, mais justa e holística ela será. Clique aqui para saber mais sobre fonte única de verdade.

3. Análise de dados e correlações

 Na hora de analisar os dados, não precisamos ser estatísticos ou expert em números. Podemos relacionar dados simples e obter ótimos resultados com eles. Se o professor tem o número de exercícios entregues por cada estudante, por exemplo, ele pode comparar com a nota na prova e dizer se quem fez mais exercício, em média, foi melhor na prova. Se a relação for negativa ou não for notável, podemos desconfiar que as atividades não estão ajudando muito ou que os estudantes estão precisando de ajuda com as estratégias de estudo. Quais outras comparações importantes nós podemos fazer com os dados que temos?

Este texto é uma pequena provocação para que os professores automatizem a captura de dados e criem o hábito de olhar para as informações antes de tomar decisões baseando-se exclusivamente em observações do dia a dia. Professores experientes têm uma ótima intuição, mas, nesses tempos em que temos centenas de alunos para acompanhar, é melhor ter ajuda dos dados.

No site “Nós Educamos Juntos” há mais informações sobre novas estratégias em educação. Obrigado e até a próxima!

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