Como melhorar os resultados de aprendizagem por meio da tecnologia?

22 de fevereiro de 2019

Postado por Microsoft Educação em Ferramentas Tecnológicas


O melhor caminho é trabalhar com atividades que desenvolvam as habilidades que serão exigidas dos estudantes no mercado de trabalho

A sala de aula deve ser um grande laboratório para alunos e professores. É nesse ambiente que é possível fazer experimentações e atividades que envolvam e coloquem os alunos como protagonistas do seu aprendizado. Com a tecnologia, essas experiências se tornaram muito mais dinâmicas e divertidas, pois sabemos que com tantas distrações, hoje em dia, não é tão fácil prender a atenção do aluno. Um dos benefícios de trazer para o ambiente escolar uma ferramenta tão transformadora como essa é desenvolver nos alunos habilidades socioemocionais e digitais que eles utilizarão para a vida toda e que, sobretudo, serão exigidas deles na hora de ingressar no mercado de trabalho.

Muito mais que utilizar métodos tradicionais durante uma aula, diversos professores estão comprometidos em melhorar os resultados de aprendizagem dos seus alunos por meio da tecnologia. Aqui no blog estamos sempre contando histórias inspiradoras de educadores que estão quebrando a barreira da sala de aula e expandindo os muros da escola. Uma dessas ferramentas que vêm ajudando esses profissionais nessa grande missão é a Comunidade de Educadores. Além de promover um grande encontro do mundo educacional para troca de experiências e aprendizados, essa plataforma também disponibiliza cursos gratuitos, planos de aula, além de recursos, como o Skype na sala de aula.

Reconhecimento por meio do programa Microsoft Innovative Educator

Todos os anos a Microsoft promove um encontro com educadores do mundo todo com o objetivo de celebrar os professores que mais se destacaram em seus projetos de transformação da sala de aula. Se você já tem o badge de MIE Expert, não deixe de participar no próximo ano! Nesta edição, os professores Ivan Canuto, Patrick Bonnereau (Colégio Santo Agostinho), Danielle Lima (Escola Bosque) e nossa MIE Fellow Julci Rocha (Redesenho Educacional) representarão o Brasil (fique atento, o processo de inscrição para MIE Expert começa no dia 15 de abril).

Francisco Tupy, MIE Fellow e doutor em aplicação de jogos digitais na educação e comunicação participou em duas edições do evento: Seattle, em 2015, e Hungria, em 2016. O educador ressaltou como essa experiência foi transformadora para sua carreira: “Foi uma das maiores e melhores experiências da minha vida. Pude conhecer o Satya Nadella e outras pessoas inspiradoras. Com certeza foi um divisor de águas. Além de conhecer projetos diferentes e fazer networking com outros profissionais, fui convidado por ministérios da Educação para dar palestra, como o da Nicarágua e dos Emirados Árabes”, enfatiza.

um grupo de pessoas em frente a um palco

Professores que representaram o Brasil na Education Exchange 2018 (da esquerda para direita): Fabiano Paludetti, Julci Rocha e Mario Trentin

Projetos especiais para a sala de aula

Conversamos com os professores que irão representar o Brasil durante a E2 – 2019 para contar um pouco do projeto e para que assim outros profissionais possam se inspirar e seguir os mesmos passos:

Como nasceu o projeto e qual o objetivo pedagógico?

Danielle Lima: O projeto nasceu do interesse dos alunos em Astronomia. Percebi que eles gostavam do tema e sabiam bastante coisa. Então, a professora de História sugeriu em uma reunião que esse fosse o tema para a Feira de Ciências. Partimos da pergunta motivadora: O que faz um astrônomo?

Patrick Bonnereau e Ivan Canuto: Quando chegamos à escola, encontramos um cenário complicado com estudantes que não gostavam de Física, um laboratório fora de sincronia com a sala de aula e comunicação falha entre professores. Com muito cuidado, observação, sistemática e a ajuda imprescindível do Microsoft Teams, criamos um sistema que transforma desde as concepções de educação e de ensino de Física até a forma como planejamos o processo educacional e o sistema avaliativo.

um grupo de pessoas em frente a uma televisão

Sala do Escape Room, projeto da professora Danielle Lima

Fale um pouco sobre o desenvolvimento do projeto:

Danielle Lima: A prática desenvolvida utilizou a metodologia de aprendizagem baseada em projetos e interdisciplinar. Envolvemos conhecimentos das áreas de Ciências, Língua Portuguesa, Artes, Matemática, Robótica e o uso de algumas ferramentas digitais para a criação de um Escape Room. Criamos uma narrativa imersiva para o escape: os visitantes da Feira de Ciências da escola entravam em uma sala ambientada, que se parecia com um centro de pesquisas astronômicas. Eles eram recebidos por um dos “cientistas” que apresentavam as linhas de análise desenvolvidas. Em seguida, outro cientista complementava a apresentação do espaço e perguntava se os visitantes tinham algum interesse em especial sobre um dos temas. Dessa forma, o público poderia se aproximar de outros estudantes que explicavam sobre estrelas, galáxias e planetas. Para se aprofundar no assunto, eles podiam visualizar as imagens, por meio de um QR Code, armazenadas no OneDrive.

Cerca de cinco minutos depois, eles ouviam um alerta sonoro, e uma mensagem era projetada: um hacker invadia o sistema do centro de pesquisa. Os visitantes, então, tinham que ajudar os pesquisadores a salvar os dados de suas pesquisas, respondendo a cinco perguntas, no Forms, para quebrar o código do hacker, mas, para isso, eles tinham apenas 10 minutos. Todas as respostas estavam dentro da sala, relacionadas a informações fornecidas pelos alunos ou encontradas pelos visitantes. Um deles pediu o uso de um conversordigital, mudando a distância de anos-luz para a unidade astronômica. Na sala, ainda era possível conferir as apresentações de todos os alunos no Sway.

Patrick Bonnereau e Ivan Canuto: Nosso projeto consistiu em utilizar o Microsoft Teams para armazenar nossa vida acadêmica inteira. Nele, pudemos lançar mão do Excel para processar e armazenar os projetos dos nossos alunos, utilizando um sistema de médias ao invés de soma simples. Também é possível avaliar os estudantes quantas vezes surgir a oportunidade, sendo que sua média é afetada a cada novo evento avaliativo.

Também utilizando o Excel, criamos um conceito de mapeamento de metodologias para elaborar gráficos que indicavam o que estamos oferecendo como experiência aos nossos alunos antes mesmo de a etapa começar. Nosso sistema também aponta a correlação entre atividades especiais, tarefa-desafio e as provas, amarrando todos os recursos de aprendizagem. Ainda pelo Teams, usamos outros recursos, como o Word online; para a elaboração de documentos e provas de forma compartilhada e simultânea pela equipe; o Skype, para fazer reuniões a distância; e o Forms, para avaliações qualitativas e quantitativas do curso oferecido, do ponto de vista dos estudantes.

um grupo de pessoas em uma sala

Alunos Colégio Santo Agostinho trabalhando em uma atividade com o professor Patrick Bonnereau

Como foi receber a notícia da participação na E2?

Danielle Lima: Foi um momento de felicidade indescritível! O sentimento era de imensa satisfação pelo reconhecimento do meu trabalho, pelo orgulho de representar o Brasil e pela gratidão da oportunidade.

Patrick Bonnereau e Ivan Canuto: Foi uma experiência inexplicável. Trabalhamos bastante em cada etapa prevista no edital, e cada novo passo era uma aventura. A notícia foi como uma culminância incrível, e o sentimento de reconhecimento do esforço é maravilhoso.

Mande um recado para outros professores se inspirarem e ingressarem na comunidade

Danielle Lima: Conhecer a Comunidade de Educadores da Microsoft mudou minha carreira profissional. Hoje me sinto mais realizada e realmente me considero uma professora inovadora. O mais importante, no entanto, mais que o meu aprendizado e a transformação que vivi, é ver o engajamento e o compromisso dos meus alunos e perceber a evolução na aprendizagem deles. Caso queiram mais detalhes do projeto, basta acessar: bit.ly/EscapeE2.

Patrick Bonnereau e Ivan Canuto: Aos professores que ainda não entraram na comunidade, fica o convite para começar logo. São milhares de horas de conteúdo para tornar nosso trabalho mais eficiente, nossos dias mais leves e a experiência do estudante mais significativa. A comunidade é uma grande rede de apoio produzida por educadores apaixonados que nos ajudam a nunca desistir, e o melhor de tudo: é totalmente gratuita.

Acompanhe a transmissão do evento, direto de Paris:
Dia 03
Dia 04

Todos os projetos foram desenvolvidos por meio dos recursos do Office 365. Você sabia que essa é uma ferramenta que a Microsoft disponibiliza gratuitamente para todas as instituições de ensino registradas no MEC. Acesse agora mesmo!

Faça parte da nossa comunidade e tenha a oportunidade de participar de experiências como essa: education.microsoft.com.

Últimos posts