STEM – Experiência Fundo do Mar: como trabalhar em sala de aula atividades mão na massa com seus alunos

17 de agosto de 2018

Postado por Microsoft Educação em Conteúdos Educacionais, Ferramentas Tecnológicas


*Por Marco Rossellini, professor de biologia, Consultor de Aprendizagem da Microsoft e MIE Trainer

Durante a 25ª edição da Bienal do Livro, a Microsoft fez o lançamento oficial dos 4 novos planos de aula de STEM, sigla para quatro áreas de conhecimento, que significam, em português, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Com foco no fundo do mar, as lições têm o objetivo de despertar nos estudantes a importância da preservação e cuidado com os nossos oceanos, por meio de experiências mão na massa.

Em parceira com a BBC Learning, as atividades foram baseadas em 4 questões sobre nossos oceanos: como se formam as correntes marítimas, como os tubarões nadam, qual a profundidade dos oceanos e como criar um recife de coral. A missão da Microsoft é democratizar a metodologia de STEM nas escolas do Brasil para que, além de prepará-los para as habilidades do futuro, eles estejam engajados com as soluções dos problemas do mundo real.

Durante a Bienal, tive a oportunidade de demostrar esses planos de aula para todos que visitaram nossas experiências STEM na feira, principalmente para a criançada. Eles ficaram muito animados em realizar as atividades e botaram a mão na massa. Dá uma olhada:

um grupo de pessoas olhando para um laptop

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo detalhei um pouco de cada plano de aula. Confiram:

Como se formam as correntes oceânicas?

Nesta primeira atividade, convidamos os alunos a se tornarem físicos oceanógrafos dentro de uma organização ambiental, que está financiando uma pesquisa para entender o porquê as correntes marítimas estão perdendo força e velocidade. A empresa acredita que seja por causa do aquecimento global. Nesta lição, os alunos vão desenvolver experimentos para entender como temperatura, salinidade e a densidade da água podem influenciar na velocidade das correntes marítimas. Eu apresentei a eles dois frascos, um com água quente e outro com água fria. Depois pinguei uma gota de corante para mostrar visualmente o comportamento desse corante na água, em temperaturas diferentes. Aplico da mesma forma em frascos que possuem salinidade para ilustrar a influência desse composto nos nossos oceanos.

No caderno, disponível no site do projeto Hacking STEM, é possível mostrar para eles diversos dados sobre a extensão da calota polar desde 1979 até 2017, assim como as mudanças de temperatura e salinidade nos oceanos ao longo dos anos. Com essa atividade, conseguimos dimensionar para o aluno o impacto das ações humanas, de uma maneira mais global no meio ambiente e criar a conscientização não só no ambiente escolar, mas em sua própria comunidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como os tubarões nadam?

 Agora seus alunos serão biólogos marinhos em uma empresa que construiu um tubarão robótico, com a missão de explorar os oceanos para coletar dados de poluição e da vida marinha. Eles vão ser os responsáveis em fazer os controles que vão guiar esse tubarão. Para o desenvolvimento do robô, eles terão que estudar toda a anatomia do animal, principalmente os movimentos de rotação que ele faz em 3D no ambiente marinho.

O bacana dessa construção é que eles vão começar a ter contato com a parte elétrica. Eles vão inserir nesses controles, interruptores elétricos para que o tubarão consiga fazer os movimentos de todos os ângulos. Uma vez que eles produziram, vamos colocar em prática para ver se está bem estruturado ou não. Com o robô preparado para a atividade, conectamos o controle na placa Arduino e por meio de uma planilha do Excel vamos verificar se o aparelho está bem calibrado. Ao final, ele vai funcionar como se fosse um drone marinho, que, por meio de seus movimentos, coletará as informações necessárias sobre as condições de vida marinha daquela região.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual a profundidade dos oceanos?

Nesta lição, vamos levantar uma questão que é pouco debatida hoje em dia: quão profundo são os nossos oceanos. Seus alunos serão colocados como oceanógrafos que receberam uma verba para mapear o fundo oceânico. É importante ressaltar que hoje em dia temos somente de 8 a 15% do leito oceânico mapeado.

Durante a atividade, contamos para os estudantes presentes no evento que, antigamente, para fazer essa medida, as pessoas colocavam no mar grandes mastros de madeira, com diferentes tamanhos, para saber a extensão daquele trecho. Para ilustrar essa parte, durante a Bienal, pegamos uma caixa de papelão com vários canudos em cima, simulando esses mastros, e na parte de baixo fizemos o fundo do mar com massinha de modelar em diferentes profundidades.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Atualmente já existem meios mais modernos para essa mensuração, como o sonar de ondas ultrassônicas. Também é possível fazer essa simulação com molas para mostrar a propagação da onda. O sonar emite essas ondas pelo aparelho, bate na superfície e retorna para o aparelho para mostrar qual é a profundidade do oceano naquela região. Partimos então para o experimento: em um barquinho de papel é inserido um desses sensores e colocado em cima de uma caixa de papelão que vai simular nosso oceano. Conforme o barquinho vai navegando (vamos deslizando manualmente), o sensor ultrassônico vai mandar ondas lá para o fundo do oceano e nos informar a profundidade naquele trecho. Você pode brincar com eles fazendo a comparação com diferentes superfícies, por exemplo: até hoje, 12 pessoas pisaram na lua, mais de quatro mil já foram ao Everest, porém apenas três pessoas na história conseguiram ir até o local mais profundo dos oceanos. É interessante fazer esse paralelo para indicar a importância desse tipo de mapeamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como criar recifes de coral?

Essa é uma das atividades que mais fez sucesso na Bienal, pois vamos utilizar o Minecraft: Education Edition para construir recifes de coral. Primeiramente, eles vão aprender sobre 4 tipos de corais diferentes: atol, franja, barreira e remendo e a importância de sua preservação para a fauna marinha. Uma questão muito delicada atualmente é a destruição dos recifes de corais, que afeta de uma maneira surpreendente todo o ecossistema marinho.

Em sua última atualização, a plataforma disponibilizou novos mundos focados no fundo do mar, como o Recife Secreto e o Navio Naufragado. Então, imersos no universo da programação, eles vão aprender a construir esses corais para que no futuro esses alunos possam ajudar a equilibrar todo esse ecossistema danificado por causa do lixo e da má preservação dos nossos recursos naturais.

Espero que tenham gostado desses novos planos de aula e que esse material possa incentivar todos professores aplicarem a metodologia do STEM em sala de aula. Obrigado e até a próxima!

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