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Como a Inteligência Artificial está transformando o ambiente escolar?

09 de agosto de 2018

Postado por Microsoft Educação em Notícias Educação, Tecnologia da Educação


Cada vez mais preocupadas em oferecer um ensino personalizado, algumas instituições de ensino já estão aplicando novas ferramentas para uma sala de aula mais produtiva

 Com as constantes transformações no mundo, principalmente permeadas pela tecnologia, é importante ressaltarmos como essas mudanças afetam o ensino escolar no país. Uma dessas importantes questões, que sempre levantamos no blog, é o ensino tradicional como conhecemos. Com a tecnologia cada vez mais presente na sala de aula, conseguimos perceber que houve uma inversão de papéis e que o aluno agora é o protagonista no ambiente escolar e o professor um fio condutor dessa mudança. Anthony Salcito, VP de educação da Microsoft, defende que o que faz a educação ser boa e o aprendizado eficaz, é o professor, “Ele é quem vai conseguir entender o papel da tecnologia, motivar alunos que já chegam às salas sem ‘nenhuma certeza de um futuro brilhante’ e entender quais são as habilidades necessárias para o futuro dos jovens”, ressalta.

Uma dessas ferramentas que está despontando como facilitador e incentivador da colaboração e produtividade na sala de aula é a Inteligência Artificial. Esse sistema inteligente, além de estar presente na nossa vida mais do que imaginamos, está se tornando parte integrante das escolas, assim como os computadores e a internet.

O grupo Unip/Objetivo foi uma dessas instituições que enxergou a AI como aliada nesse processo. Em parceria com a Microsoft, foi desenvolvida uma solução para trazer mais agilidade e tornar mais acessível o uso de conteúdos audiovisuais no aprendizado. Baseada em recursos da Cortana, essa nova funcionalidade apresenta funções com legendas simultâneas em até seis idiomas, além de buscas indexadas ao conteúdo. Na prática, isso significa que se o aluno estiver buscando um trecho específico de uma videoaula, basta realizar a pesquisa por um determinado termo e assim poderá acessar exatamente o trecho que está procurando. “A implementação da Inteligência Artificial no ensino auxiliará o aluno a entender, vivenciar e experimentar o conteúdo, aumentando a sua experiência prática que será aplicada no mercado de trabalho”, diz Marcelo Souza, diretor de Tecnologia da Unip/ Objetivo.

Já para o ensino básico e fundamental, a Escola Bosque, uma das nossas escolas-modelo, apostou na Inteligência Artificial por meio de um chatbot (software que simula um ser humano na conversação com as pessoas) desenvolvido no Teams. Segundo Girzele dos Santos, professora de português da instituição, eles queriam trabalhar o tema do bullying de uma forma diferente, mas principalmente colaborativa, “O objetivo do projeto foi fortalecer essa reflexão sobre a importância do respeito ao outro, dentro e fora da escola”.

Entre as turmas do 6º, 7º e 8º ano, os professores pediram para os alunos colocarem todas as dúvidas e possíveis respostas sobre o tema: o que é bullying, como ele ocorre, como posso ajudar uma pessoa nessa situação, entre outras. Depois disso, todas essas questões foram colocadas no chatbot, desenvolvido no Q&A Maker pelo parceiro Microsoft, Big Brain, e inseridos no Teams. Com a ferramenta de colaboração, todos os alunos tinham acesso ao chatbot, podendo tirar dúvida sempre que quisessem. “O mais bacana é que se trata de um projeto em construção, em que, a qualquer momento, os alunos podem inserir facilmente novas perguntas e respostas sobre o assunto no Forms que já está vinculado ao Teams”, explica Silvia Scuracchio, diretora do Colégio.

Marcelo Souza, Diretor de Tecnologia da Unip/ Objetivo, durante a Bett Educar 2018 falando sobre como a AI está contribuindo para uma sala de aula mais dinâmica e acessível

 

Inteligência Artificial além da sala de aula

O Centro Paula Souza, instituição que hoje está presente em 300 municípios, promovendo a educação pública profissional e tecnológica, está implementando uma tecnologia, baseada em AI, que perceberá se o aluno está ou não em sala de aula. Isso será possível por meio do Microsoft Cognitive Services, coleção de APIs hospedadas na nuvem que permite adicionar facilmente recursos para visão, fala, linguagem, conhecimento e pesquisa em aplicativos.

“Utilizando essa ferramenta de reconhecimento facial, 10 câmeras serão instaladas em uma unidade da ETEC, internamente e nos arredores, a fim de identificar quais alunos entraram ou não na escola e nas salas de aula. O dispositivo estará ligado ao sistema de gestão de alunos para registrar a assiduidade dos estudantes às aulas”, finaliza Ruben Pimenta, Diretor de TI do Centro Paula Souza.

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