Conheça como a tecnologia viabilizou um projeto de interação entre alunos de São Paulo e alunos de Santarém, no Pará

05 de setembro de 2016

Postado por Microsoft Educação em Conteúdos Educacionais, Notícias Educação, Tecnologia da Educação

Para celebrar o Dia da Amazônia, vamos compartilhar uma história inspiradora sobre um projeto desenvolvido por uma educadora no interior de São Paulo, em conjunto com uma escola indígena em Santarém, no Pará – transcendendo os limites físicos de uma sala de aula com o uso de tecnologia, para conscientização dos alunos sobre a importância da preservação ambiental e os impactos causados pelo desmatamento.

A pedagoga Josane Batalha – que também faz parte do programa Microsoft Innovative Educator Expert (MIE Expert) –, utilizando conceitos de aprendizagem colaborativa, colocando o aluno como sujeito ativo do próprio aprendizado, pelo estímulo ao desenvolvimento de habilidades de comunicação e interação, do pensamento crítico e resolução de problemas, conseguiu desenvolver, com sua equipe, o projeto chamado “São Paulo e Amazônia: Educação Colaborativa para uma Pátria Sem Fronteiras”. O objetivo da educadora era desenvolver seus alunos por meio de interação. “Minha intenção é unir diferentes culturas e universos para que, por meio dessa interação, os alunos pudessem absorver melhor conteúdos como História e Geografia”, afirma a educadora. Como a escola do Pará havia acabado de receber tablets para serem usados em sala de aula, e utilizando ferramentas como o Skype e uma rede social chamada ‘Faceduc’, ela conseguiu estabelecer uma rica interação entre os alunos dos dois estados.

O trabalho foi realizado com alunos do 4º ano do ensino fundamental da escola que leciona, no interior de  São Paulo, com alunos do 4º, 5º e 6º anos da escola paraense. Com o principal objetivo de discutir temas socioambientais que envolvessem os dois estados, o projeto se iniciou com a apresentação dos alunos, para eles se conhecerem. Logo após a introdução, os alunos foram estimulados a conversar sobre a região que residem e contarem um pouco sobre seus tipos de moradia que, segundo o depoimento da educadora, foi um momento muito rico para o desenvolvimento das crianças, pois a realidade das crianças que moram na Floresta Amazônica e das crianças que moram na cidade grande eram totalmente opostas.

Em um segundo momento, o assunto abordado foi a crise hídrica e as consequências que o desmatamento da Floresta Amazônica causa no resto do país. “Os alunos de São Paulo iniciaram um estudo sobre a crise hídrica e constataram que parte do motivo da falta de água em cidades das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul é resultado da devastação desenfreada da Amazônia”, afirma. Esta constatação foi o que despertou o interesse em seus alunos em conscientizar os alunos da escola do Pará sobre a importância da preservação ambiental, pois ela acredita que “só se fará uma prática de educação ambiental quando cada indivíduo sentir-se responsável em fazer algo para conter o avanço da degradação do meio ambiente”.

Ao final, Josane conta que a experiência junto aos alunos foi extremamente positiva. “Ao ler os relatos sobre o que [os alunos] aprenderam com essa experiência, percebemos que essa troca pôde estabelecer correlações entre o conteúdo estudado em História e Geografia e a realidade deles. Uma nova leitura do outro e educação intercultural”, esclarece Josane. Isso só foi possível pois a educadora teve a iniciativa e motivação de buscar meios de ir além da sala de aula, em que o uso da tecnologia foi essencial para o sucesso do projeto. A realização do projeto só foi possível por conta da expertise da educadora com ferramentas tecnológicas, como o Skype. A ferramenta, que possibilita conferências à distância, compartilhamento de arquivos e chat online, permitiu a conexão entre os diferentes universos. “Este o diálogo em tempo real foi o momento culminante, incentivando um formato de aula que ultrapassa os muros da escola e que não está em livro nenhum”, finaliza Josane.

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